Fragata D.Fernando II e Glória

Fragata D. Fernando II e Glória

Origem: Oficina Seixas.
Madeira, metal e tecido.
Escala: 1/20.
Comprimento: 1015 mm, boca: 267 mm.
MM.01359

Fragata construída no Arsenal Real da Marinha de Damão. Lançada à carreira em 1832, foi lançada à água em 1842. Foi a última fragata à vela da Marinha Portuguesa, sendo também considerada a última nau da Carreira da Índia. Embora tivesse sido concebida como uma fragata de 50 peças, nunca teve esse armamento, tendo passado grande parte da sua vida operacional como charrua, transportando carga, tropas e passageiros, tendo sempre armamento mais ligeiro.

Em 1861 largou para a Índia para a sua última viagem como charrua. No ano seguinte largou de regresso ao Reino e desarvou ao passar por Moçambique. Após reparação regressou a Lisboa. Em 1865 passou a Escola de Artilharia Naval. A partir daí, a sua missão foi alternando entre pequenas viagens à ilhas, Quartel do Corpo de Marinheiros e Escola de Artilharia. Em 1938 e 1939 foi navio-chefe das forças navais no Tejo e depois deixou de ter alguma função especial até 1943. Desse ano em diante até 1963 serviu como navio-escola para jovens desfavorecidos, num projeto que ficou conhecido como Obra Social da Fragata D. Fernando.

Em 3 de abril de 1963 sofreu um violento incêndio, no rio Tejo. Aquilo que restou desse incêndio ficou encalhado num baixio no Mar da Palha. Na década de noventa iniciou-se um processo de reconstrução do navio. Merece destaque nesta iniciativa a figura do Almirante Andrade e Silva que não se poupou a esforços para conseguir que o navio voltasse a poder ser visitado pelo público. Assim, em 1998 o mesmo podia ser visto na EXPO98, mantendo-se aberto a visitas desde então. Atualmente encontra-se em doca seca em Cacilhas.